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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

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Rá! Volto aqui, não, não para escrever o quanto estou triste, o quanto queria que isso não tivesse chegado ao fim, mas que fim? - lá no fundo me pergunto. Não teve começo. E sim, "tentativas de inícios", de bons inícios, mas que foram interrompidas antes mesmo que começassem, de fato (talvez por não querer que acabassem - receios). Iniciar algo é arriscar-se a ter que "enfrentar" um dia o fim , e ter um "fardo" de carregar tantas lembranças, planos e sentimentos deixados para todo o tempo, em um meio. Não digo que seja de todo o mal, mas não é assim tão fácil., fica uma dorzinha, um vazio - não se sabe o tamanho dele. Mas passa, e fica o que foi bom. E foi muito bom.

E assim, chego ao fim(?) de uma história não iniciada, mas pensada.


[Sade embalando esta noite]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desa-neios!

Aos/às leitores que pouco se expressam,
visitam este lugar estranho,
cheio de enfeites e disfarces,
cheio cheio cheio (de nada),
a minha sincera admiração.


Ora! quanta besteira cabe numa pessoa?
Por um minuto, pensei em escrever a você.
escrevi, mas não enviei.

Falta-me coragem,
ânimo,
e um tanto (ou pouco) de outras coisas.

Não sei porque é tão difícil escrever algo que...
sinto,
neste momento.
Receio, penso eu.

Sabe, é muita coisa,
agora o que quero e preciso...
[chorei.



[De repente, vários devaneios/desabafos tomaram conta de mim, e postei. Não há tanta conexão entre elas, mas há todo um sentido. É, estou sentindo e muito.]


Ao som de Caetano. Eeeláiá.

-

Desde o início,
foi-se o meio,
e talvez o início do fim.

Não se sabe ao certo.
Não sei ao certo.
Tenho uma confusão
dentro de mim.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ên-fra-ses

Apaixonar-se por si,
não tem explicação!

Sinto até vontade de me apaixonar por alguém,
só para compartilhar esta paixão.

(calma! não faço questão de ser por agora)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paixão fora e dentro de campo

Já amei. Já odiei. Já gritei e às vezes choro vendo a bola correr no meio-campo. Nem mesmo das mais subalternas emoções da alma humana, o futebol tem me poupado o coração. Eu já sofri tanto vendo a bola correr no meio-campo que nem posso me queixar se um dia a morte vier me buscar no momento de um gol.
Luis Carlos Miéle

FUTEBOL:
Alguns chamam de doença, besteira, outros não se importam, são indiferentes. Entre os torcedores, há os que gritam, choram, morrem, vivem pelo time. Também há os momentâneos, torcem só quando o time está em alta, está bem no campeonato ou deu aquela goleada. Eu me encaixaria no 1º tipo de torcedor, e até diria mais, sou a "torcedora-fanática-louca-chata-bagarai". Chego a ser insuportável com tanto fanatismo... mas enfim.

Contra-há-argumentos:
DETESTO o tal moralismo, o tal politicamente isso e aquilo. Calma! Vou me explicar. O assunto é futebol, aí sempre tem o cujo que vem dar aquela lição de moral, aquele discurso moralista de que o futebol aliena, que as pessoas só se importam com isso, e que pouco importa qual é o jogo, time, campeonato... não vejo isso, não gosto, não quero, não pode...! Calma lá, MEU bem! A grande paixão do brasileiro e brasileira é o futebol, é o que dizem, e concordo. As torcedoras e torcedores ficam revoltadas(os) quando o time perde, quando o Brasil é desclassificado, quando o time joga mal... inclusive, a revolta é tamanha que eles vão às ruas (estádios, locais de treinamentos, etc) para expor toda sua indignação. Quando ganha, a felicidade. Porém isso não acontece com a política, Sarney foi eleito, novamente, presidente do Senado. E cadê os milhares nas ruas mostrando sua indignação? Pois é, concordo bastante com isso. Só futebol não adianta, meu povo brasileiro (Maldito nosso jeitinho brasileiro de ser... rsrs)! Mesmo assim não dá para colocar tudo num bolo doido. Quem gosta de futebol não se importa com outras coisas, quem se importa não pode se alienar a este tipo de coisa (besteira!). Ou tem que torcer para um time "de luta" (time de luta? Melhor ver boxer então. Time não é, mas, pelo menos, é luta, de fato. rs Enfim...). Precisamos de algo ilusório (não sei bem se seria esta palavra), algo que passe do pensar, do racional, que deixe o sentimental falar bem mais alto, o coração quase sair pela boca... Ah, eu adoro ver a bola rolando em campo, centenas e centenas de pessoas em volta (ou em suas casas, bares...) concentradas, ansiosas, enlouquecidas, felizes, aflitas por verem o time ali. Eita, paixão! E a euforia, depois daquele jogo, daquele campeonato. "Poxa, somos campeão" - felicidade que parece eterna, e é, na memória de cada torcedora e torcedor. São jogos, lances, gols e jogadores para toda a vida!

Exploração, mídia, elitismo, ilusão (parte racional):
É lamentável a situação de diversos times, estádios e campeonatos do Brasil. Além da bipolarização que existe, ainda, entre os times do Rio e SP. Jogadores novos já com ofertas milionárias fora do Brasil. Craques cada vez menos craques... e só na cocaína mesmo. Jogando por dinheiro, cadê a raça, a garra? A desvalorização de jogar em times brasileiros, preferem times de 3ª divisão de fora a 1ª divisão dos daqui. Rios e rios de dinheiro nas negociações de um jogador, o salário absurdo de alguns... dependendo, até parece um leilão entre clubes e patrocinadores para ver quem leva a "raridade" (quem dá mais? quem dá mais?). A máfia do futebol. Enfim... lamentável! (Essas coisas me deixam triste de verdade... dão até desânimo)

A loucura pós-vitória:
Acho mais do que válida a euforia de cada torcedora e torcedor pelo seu time, principalmente, depois daquele jogo, daquele título... tudo passa... Mas antes que passe, vamos nos permitir comemorar como se nunca fosse passar. Até porque tudo um dia passa!

"Orgulhosa" de ser brasileira:
Apesar dos pesares, torço sempre para o Brasil, SEMPRE mesmo. Não consigo torcer contra (já até tentei).
Ps.: Ah, só para constar aqui, não torço para o Corinthians e nem para o Flamengo, nem quando jogam com times de fora. Por quê? A rivalidade, rivalidade...meu bem! rsrs

Papinho de pó-de-arroz:
Sabe, a cada dia que passa tenho a certeza de que não escolhi meu time, e sim que ele me escolheu: sou tricolor do verde-grená-branco, e com muiiiito orgulho!!!!! (:



É, o futebol é isso aê...!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de ano, já é ano novo.

Fim de ano, alguns "fazem" retrospectivas, outros reclamam daquilo tudo que não fez, fazem planos, promessas, e é sempre o mesmo comentário: "Nossa, como passou rápido!". E passou mesmo. As coisas que foram feitas, mas sem muito sucesso, são fracassos. As realizadas com sucesso, são vitórias. E as que importam. Aliás, o que importam? É fim de ano.
Fim de ano, tudo parece ter sido congelado, pertencer a um passado, não ter mais importância, ou foi o melhor ano, lembra daquilo lá? Como foi bom. É, até que não foi um ano ruim. É fim de ano.

Fim de ano? Nada. Já desdenhamos por demais ele. Não prestou, passou. Valeu a pena, passou. Já é ano novo. Planos, promessas, desejos, rezas, anotações... tudo certinho. Já é ano novo!
(Ainda era dezembro, mas não. Não era dezembro, era fim de ano. Muitos não o viveram, era fim de ano. Passou. E agora? Restaram algumas reclamações, muitas metas e promessas.)

Chega! Nada de fim de ano, porque já é ano novo. Hora de pensar nas metas. As mesmas que fizemos (e muitos anotam). Sim, maioria não cumprida. Então, é meta de novo. Vamos empurrando, quem sabe em 2059, eu consiga cumpri-las?

O fato é, a maioria nunca estará satisfeita e nunca será o momento certo de fazer o que tem se que fazer. As coisas se resumem apenas no que deu certo e errado, não tem meio termo, assim como parece não ter "meio ano". Dividem o ano em "Início e fim". Esquece de seu meio. Todo esforço, luta, aqueles dias longos e meses... nunca iam passar. Passaram! Meio de ano? Nada. É fim de ano, não, não. Já é ano novo!

Então:
Tchau, 2010. Que venha 2011!

FELIZ ANO NOVO!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Versos que te quero, meu amor!

Pensei na loucura, no amor, nos versos. Olhei bem, reparei o que podia, sonhei com tudo. Escutei cada reclamação, elogio, declaração, testemunho, conversas. Não que eu quisesse, mas não dependia de nenhum esforço pessoal. Foi natural. Reparei tudo. Não. Quase tudo. Te deixei passar. Te esqueci. Li sobre a loucura, o amor, li versos. Me apaixonei! Quero escrever... Não, não! Quero ler! Quer saber, eu quero mesmo é você, loucura dos versos de amor!


O que era não é mais.

Pensei mais do que podia. E me senti presa, limitada. E livre, livre. Presa. Como uma ave numa gaiola aberta.
Meu coração falou mais alto, e quase saiu pela boca. Na verdade, acho que saiu. Hoje não sei bem o que sinto. Ora um lamento, ora um consolo, ora... NADA!
Tudo que pensei que fosse não é mais. Tudo que queria que fosse, mentira, ilusão da minha cabeça tola. Queria pisar mais firme, e voar menos. Não, não. Talvez queria voar o mais longe possível, mas com os meus pés firmes no chão. Meus olhos não veem mais, estão perdidos por aí. Queria enxergar, mas fiquei cega. Não vi mais com o coração, apenas pensei demais. E já não sentia o que via, nem mais meu coração, murchou. Mas o vazio se preencheu. Hoje sou mais eu!

Constante a pensar. O coração a bater num ritmo inconstante. E os meus olhos? Não sei onde estão. Mas sei que ainda hei de encontrá-los por aí.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Seco seca

a Glauber C. Rocha*

Seca do sertão
vista do meu mundo
pela televisão.

Seca
seco.

Ver,
não é sentir.
Saber,
não é sentir.

Seca
seco.

No meu mundo
apenas a imagem
distorcida.

Seca
seco.

Não é o sertão.
É imagem de televisão.
Seca.

Vista assim,
Seco.




Músicas para os ouvidos:
Leitura para os olhos:
Sertões - E. da Cunha
Vidas Secas - G. Ramos
Grande Sertão Veredas - G. Rosa


*Glauber Rocha, bahiano, recém-amigo, recém-irmão.Uma pessoa incrível. Uma inspiração. Dedico, com todo carinho de uma irmã um pouco mais velha, mas que nem parece tanto assim, este escrito-solto-bobo-curto-seco. De uma menina da CapitaR do país ao menino do sertão da Bahia. Que me abriu os olhos e ensinou muitas coisas em tão pouco tempo. Já o adotei, meu irmão de coração.

O fim do começo.

Fim de ano
já é ano novo.
Não seria fim de ano velho?

Fim de semana
já é início de semana.

Fim do dia,
é início da noite,
início de outro dia.

Fim dos tempos,
é um novo tempo!

Fim de um poema,
ponto final.

Começa tudo de novo.


Dizia Seu Raul:
"o fim, o início e o meio"

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Esperar por que(m)?

Vivo nessa ansiedade
que me consome
por dentro
por fora

na espera
de algo
de alguém
de ninguém.

Na espera
de não ter mais
que esperar
por nada e
por ninguém!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Ai-de-verbos em-mente.

Pensar demasiadamente
e esquecer.

Falar exageradamente
sem dizer.

Ler exaustivamente
sem compreender.

Ver,
ouvir,
sentir...

superficialmente
NÃO (a)profund-a-mente!

domingo, 16 de maio de 2010

Só por achar

Por achar
que tinha importância,
acabou tendo.

Desesperos, desilusões
deslizes e decepções...
só por achar, acabou sendo.

Por achar, acreditou.
Por acreditar, foi...

(des)ilusão,
(in)felicidade,
paixão.

Tudo isso
só por achar.