quinta-feira, 15 de março de 2012

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Não tem mais o que dizer e nem com quem. Palavras se repetem e fogem, já sem fazer mais sentido. O que se sente lá no fundo pouco importa no momento. O pensamento tortura, ao mesmo tempo que conforta. As divagações quando resultadas do ócio e tédio, trazem lembranças, martelam o passado, (re)mexendo em feridas que pareciam cicatrizadas. Relembram o quanto são fundas (e "infindas"), e como tudo ainda machuca. Evita-se chorar ao máximo, mas sem perceber, lágrimas escorrem pelo rosto sem querer cessar - buscando um alívio imediato para sua angústia, para sua tristeza. "Ah! se chorar resolvesse", se pelo menos aliviasse. Volta ao seu 'escudo' - incorpora uma falsa frieza, e até parece ser 'forte' para os outros/as e para si. Mesmo assim, continua sangrando... Por (vários) instantes, nada parece 'resolver' este caos "pessoal", mas ainda resta uma esperança: o tempo...

Dia após dia, um passo após o outro.
Reerguer-se!


2012

2012 - E lá se foram todos os meus planos.


"Desplanejar",
replanejar
recomeçar!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para os olhos...


Pablo Picasso
(Cubismo sintético, última fase do cubismo)

Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

[http://vangogh2009.webnode.com/news/cubismo/]


(Apesar de gostar muito de pinturas - quadros/obras, acho que nunca postei nenhuma no blog. Então, talvez, seja a primeira do blog, e uma das minhas favoritas.)

sábado, 3 de dezembro de 2011

O murchar dos sentimentos


Arrumei os amores, é a primeira regra da vida – saber arquivá-los, entendê-los, contá-los, esquecê-los. Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. A amizade só se perde por traição – como a pátria. Num campo de batalha, num terreno de operações. Não há explicações para o desaparecimento do desejo, última e única lição do mais extraordinário amor. Mas quando o amor nasce protegido da erosão do corpo, apenas perfume, contorno, coreografado em redor dos arco-íris dessa animada esperança a que chamamos alma – porque se esfuma? Como é que, de um dia para o outro, a tua voz deixou de me procurar, e eu deixei que a minha vida dispensasse o espelho da tua?



Inês Pedrosa

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

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Ah, declarações soltas na madrugada.
Toques singelos. Sentimentos.
Momentos, recordações.
Afagos, e uma certa paz,
e talvez
amor.

Tantas palavras ditas,
pensadas,
da boca pra fora.


Amanhã, mais nada.

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Os momentos e as recordações ficaram,
mesmo agora querendo esquecer
tudo que a faz lembrar você.